segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Como gostaria de ter sido ensinada quando criança



Se eu pudesse voltar a ser criança o que eu gostaria de mudar, no modo como fui ensinada?

Relembrar a maneira como fui ensinada quando criança, é algo que me permite rever e analisar algumas práticas de  professores que tive e perceber a partir de todos os estudos que tive no curso de pedagogia, afirmar que algumas delas deveriam ser diferentes.
Me recordo que quando comecei a estudar algumas professoras que tive não permitia de forma alguma que os alunos ficassem em pé, era um tipo de condicionamento que se alguém se atrevesse a levantar o nome ia pra um lista, e a depender da quantidade de vezes os pais eram chamados para uma conversa. Não quero dizer que conversa com a família é errado, mas a maneira como era colocada isso com os alunos era algo que poderia ser diferente.
Meu primeiro ano escolar não foi algo satisfatório para minha mãe, ela relata que nessa escola não aprendi nada, sempre diz, que eu só fazia rabiscos. Não satisfeita com o ensino da escola,  passou a me ensinar em casa, alegando que iria aprender melhor. Não me recordo bem o método que a professora usava, mas talvez o que eu mudaria seria ter um diálogo melhor com a família, pois talvez minha mãe não entendesse a prática da professora, então acho que faltou uma conversa para esta explicar e argumentar que era o meu primeiro ano na escola, e que no tempo certo iria aprender.
Minhas primeiras professoras por exemplo, da “alfabetização e primeira série”,  foram um diferencial na minha vida escolar. A maneira como elas acreditavam em meu potencial foi algo gratificante para mim. Quando minha mãe me matriculou na escola em que essas trabalhavam foi difícil realizar a matrícula por conta da minha idade, era adiantada. Isso causou uma certa preocupação para minha mãe, mas a professora a aconselhou a não desistir da matrícula, pois acreditava que eu iria conseguir.
E de fato, eu consegui. Me lembro da alegria da minha professora e minha mãe quando acompanharam meu desenvolvimento e perceberam um avanço. O acordo com a escola seria de repetir a alfabetização, mas no final do ano letivo, foi informado a minha mãe que não seria preciso, pois eu estava apta a passar para a próxima “série”. Tenho guardado em minha memória o dia marcante da minha infância da minha formatura.
Os anos seguintes foram bons também, mas nada comparado aos anteriores. Minha irmã estava em uma série à frente da minha, e ela sempre me ajudava nos conteúdos escolares. Isso também é algo que mudaria na prática de alguns professores. Não me recordo se tinha da parte deles preocupação se o aluno estava aprendendo ou não, então, por timidez, muitas vezes, não falava se entendi ou não. Quando chegava em casa, pedia uma explicação a minha irmã e esta me ajudava.
Não posso deixar de reconhecer que se por um lado afirmo que algumas práticas deles deveriam ser diferentes, por outro ressalto a importância que todos tiveram em minha formação. Desde aquelas mais tradicionais até aquelas que refletiam constantemente sobre sua prática.

ANALISANDO A OBRA



      A PERSISTÊNCIA DA MEMÓRIA

Analisar a pintura “Persistência da memória” de Salvador Dali, essa foi uma das propostas feita pelo professor Mácio. Este pediu que a turma primeiramente dissesse o que viam na obra, e foi escrevendo no quadro de acordo com o que falavamos.
E algo que resume bem o significado desta obra é:
O homem sem memória é como um relógio que se derrete.
Para fazer auto biografia, é preciso resgatar muitas coisas da memória, e isso nos permita uma reflexão. De fato, o homem que não consegue resgatar de sua memória muitas coisas que podem contribuir para este entender o porque de muitas coisas que acontecem em sua vida, é como um relógio que se derrete.
A obra de Dali é algo surreal, mas a mensagem que esta passa é muito verdadeira. 
A partir da análise feita do quadro, é cabível também fazer uma reflexão sobre o processo de auto formação, assunto discutido na aula posterior a esta. A auto formação contribui sobremaneira para como o sujeito se torna ou está e como já foi dito, trazer recordações da memória, lembranças da infância é fundamental para que o indivíduo compreenda o seu processo formativo.
Mais que uma função de uma matéria, de um meio ou de um modo particular de aprendizagem, abordamos a auto formação numa perspectiva de autonomização educativa, segundo uma problemática de poder, definindo-a formalmente como a apropriação por cada um do seu próprio poder de formação. (G.Pineau, Marie-Michele, 1983).
Portanto, tendo o sujeito o poder de sua formação, sua auto formação está diretamente ligada às suas histórias de vida, por isso é fundamental trazer à memória suas experiências.